Interpretação de Textos e Coesão

Questão de Interpretação de Textos e Coesão — VUNESP 2025

Banca: VUNESP — Órgão: TJSP — Cargo: Escrevente Técnico Judiciário — Ano: 2025

Banca: VUNESP — Órgão: TJSP — Cargo: Escrevente Técnico Judiciário — Ano: 2025

Leia o texto para responder à questão. Epidemia de violência de gênero tem de ser contida Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito. Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto. Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero. (Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado) — As informações do editorial permitem inferir corretamente que

  1. A) as autoridades governamentais vêm demonstrando certa fragilidade no combate à violência contra a mulher, razão pela qual os dados confirmam a presença do feminicídio de forma tão intensa.
  2. B) o fato de a questão da violência contra as mulheres ser uma responsabilidade da gestão pública significa que o tema deva deixar de ser tratado como algo também da esfera da moral e particular.
  3. C) a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, foi um marco relevante no combate à violência contra a mulher, e, desde então, os estudos comprovam que não houve uma escalada dos casos.
  4. D) a realização do Agosto Lilás coincidiu com a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero, que comprova que as Leis Maria da Penha e do Feminicídio obtiveram êxito além do esperado.
  5. E) os problemas relativos ao combate à violência contra a mulher interessam a um grupo específico da sociedade, então, as autoridades governamentais desconhecem as necessidades desse grupo.

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